sexta-feira, 27 de novembro de 2009

A poesia em mim


A poesia renasceu em mim e com ela sou Leônidas e mais 299 Espartanos.



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Filme inesquecivel pela força, coletividade, maestria na luta contra o imperio Persa.

Onde estou?


Atrás das sombras da noite;
Entre arbustos do pântano e seus segredos medonhos.
Entre as nádegas de um viver minguado, chorado, cansado.
Se sou forte? Devo ser, devo agüentar
Alguns judeus resistiram à paranóia de um alucinado
Pela miscigenação.
Robson Crusoé venceu a desolação num mundo diferente do seu
Hiroxima mesmo com algumas seqüelas conseguiu resistir à destruição atômica.

Quanto a mim não sei se posso com a desolação, estou tentando.
Numa galáxia fora da substancialidade imprensada entre um pilar e outro
De uma construção abandonada sobre a colina de pedras soltas.
Cambaleando na linha do Equador ou numa parábola longa
De todo os dias ter que renascer.

Estou dormindo nos braços da discrição envolvido como o travesseiro
Em sua fronha, clandestino em um navio cargueiro rumo a lugar nenhum.
Nas bordas do vento,
No socialismo displicente de Cuba;
Na proeza dos africanos colhendo grãos escassos de felicidade sofrendo
Os repúdios do exterior.
Na magia dos aborígenes cravados na Austrália manto vivo encantado
Pela força sobrenatural do seu povo.
Entre guerreiros desta terra morta, Ava – canoeiros invisíveis como eu
Sofrendo contra a extinção de sua espécie. De uma tribo extremamente grande
Sobraram vinte apenas, das historias sobraram varias, dos sonhos nenhum,
Dos desejos tão pouco e do viver? Apenas o restante que sobrou já abusado.

Estou na sede insaciável do mandacaru e do nordeste inteiro;
No lado vazio da ampulheta;
Na parte amarga do não ter.
No entanto, confesso que queria esta nas asas de uma borboleta;
No abismo do sem fim;
No deserto do universo;
No ofuscar de qualquer vaga-lume.
Mas a única empáfia no circulo a me devorar é o orgulho
Insano de querer ser o que não sou.

Onde posso esta? Já sei!
No funeral da divina loucura que me tem como escravo.
Na fatia mofada do prazer renegado pelo fato de não ter o motivo concreto do existir.
Na literatura ultrapassada, empoeirada, desengajada de amar;
Na uniformidade de sofrer com o concretismo da solidão acoplada ao tédio.

Para quem me procura
Não quero ver ninguém.
Se for poeta
Estarei no abismo do sem fim.
Se for amigo
Estarei à deriva de mim mesmo
Entre o ser e não ser.
Se for família
Estarei no resultado
Da divisão de um numero qualquer por zero.

Esperança



Te-la vinte e quatro
Horas ao dia.
Te-la no calibre
De cada utopia.

Viver camuflado
Escondendo a filosofia
É valido, mas nunca
Acolher a melancolia.

Acordar com ela sendo o sol,
Com ela no bocejar
E no abrir os olhos
Vê-la se espreguiçar.

Fazer dela um paiol
Explodi-la sobre todos
Os pensamentos agouros
De ilusões que chegam a flutuar.

Te-la a cada momento
Presentido e renascido.
Te-la trinta dias ao mês
365 dias ao ano vivido.

Remove-la dos mistérios
Negativos da vida
Deixá-la em um canto
Grande preferido.

Fluindo a cada renascer
Suprindo todos os prazeres
Do que é ser
Intenso e liberto.

Do quando saber
Surgir com o novo
Aberto a cada alvorecer
Proporcionando o certo.

Deixa-a mostrar
Toda ebulição
De sonho em verdade
De desejo em felicidade.

É melífluo corrente
Formado desde o nascer
Preso ao nosso inconsciente
Pronto para nos fortalecer.

Logo cedo


Acordei cedo
A manha inda dormia meio escuro
Minha boca amarga da noite curta
Sinto vontade de fazer um poema
Poema curto como a noite passada
Tomo um café de queimar a língua
Comendo um pão dormido
O sol entra pelas frestas do telhado
Bate nos meus olhos e volta.
Ligo a TV, assisto o primeiro jornal
- uma frente fria vinda do pacifico
Ocasionara mudança no clima
Da cidade esta tarde.
Nessa hora já volto pra cama
E durmo profundamente.

Pensamento


Para os hipócritas de terno
E gravata, serei a água
do poço mais profundo
que todo infeliz deseja
com intenção de matar a sede.

Sobre tudo







Irei alem do homem,
Passarei por cima de tanques
De guerras, derrubarei aviões,
Destruirei montanhas em busca
Das verdades absolutas.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Poesia (Dueto agraciado com a presença de uma Estrela LANA PARKER)


Nasce como uma rajada de vento glacial
Sufocando pensamentos com intenso frenesi
É majestosa como a vida é simplesmente genial
É intuitiva e com ela os sonhadores vêm a fremir.

Resgata pensamentos adormecidos
Remete a um passado sempre vivo
Atravessa muros e até mesmo o tempo
Mais que palavras, puro sentimento.

Miolo colossal, ardente, infinito, apetitivo
É distração, é prazer é oficio de uma inspiração
Grandeza na extremidade de um poeta ativo.

Versos exprimem amor, até mesmo dor
O que a boca não diz, diz o poema
Para a alma anestesia, para os outros poesia.


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Tive o prazer de compartilhar este poema com a Lana Parker quero dedicar o quarteto primeiro e o terceto também primeiro a ela, ela que com palavras doces alimentou o poema, deixou encantado o poema como o encanto de qualquer mulher. A poesia compartilhada une pensamentos, idéias, manifestações diferentes, a poesia é tudo nesta vida.

Serra encantada


Subir a serra adoração dos meus grandes olhos
La de cima a baixada santista recém neblinada
Entre relevos inclinados, rios e montanhas
Ligando-se a formar o infinito circulo de concreto.

O porto devora metade do espaço urbano
Os navios atracam de mancinho na baia
Subir a serra adoração dos meus grandes olhos
La de cima a baixada santista recém neblinada.

No alto da serra a rodovia que liga baixada a São Paulo
Da voltas e mais voltas em torno da espalhada serra
Esverdeada e movimentada pelo transito cargueiro
Modal da esfera portuária ligando o industrial
Subir a serra adoração dos meus grandes olhos.


São Vicente, 3 de setembro de 2009

sábado, 21 de novembro de 2009

Operação contra os insanos


Vou por em pratica minha operação
Não será a operação Valquíria falhada
Posto que Hitler com sua árdua ação
Exterminadora não me interessa de nada.

Vou por em pratica o plano de aprimoração
Das idéias acumuladas pela insubordinada
Rebeldia medrosa de não mostrar a nação
Como arrancar a força que se encontra acanhada

Dentro do poço fundo da memória reprogamável.
Somos maquinas manipuladas por forças contrarias
A lucidez imediata das razões, sentimentos e ações.

A todo tipo de manipulação indevida e deplorável
Serei contrario derrubando se for preciso infantarias
Para exterminar os vermes e suas customizações.
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Soneto inspirado no filme OPERAÇÃO VALQUIRIA que é extraordianrio, emocionante e que aborda o contexto segunda guerra mundial de HITLER o homem mais dificil de matar da guerra, nem mesmo a operação valquiria foi capaz. Filme muto interessante aquele que assistir estara conhecendo uma segunda guerra assustadora enre HITLER e a CONSPIRAÇÃO para tentar mata-lo.

domingo, 15 de novembro de 2009

A arte que vem dos gramados (Dueto) Jânio Lima e Lana Parker


Paixão que começa na infância
E segue por toda uma vida
Genialidade, sorte e maestria
Lances rápidos que causam euforia.


Arte agraciada diariamente com sede e ancia
inovação inventada a cada auge de uma partida
êxtase purificado com extremas gritarias
zombarias, animações, loucuras e analogias.

Choro e riso contido
Um lado se cala, enquanto o outro vibra
Não basta olhar, tem que viver a partida.

Não basta apenas gritar,
Não basta apenas vestir a camisa
Tem que ser apaixonado ate morrer.

Uma borboleta


Uma borboleta me encantou
Dessas dos canteiros jardinais
Que em minha visão pousou
Como incríveis mananciais.

E ela sobre a rosa não voou
Não saiu dos vastos jasminais
Entre o perfume discreto parou
Parou e não saiu jamais.

E essa invertebrada espécie
Que no ambiente propicio
É bela, majestosa, natural.

Chega a nutrir minha superfície
Magra de beleza e todo principio
Existente em minha forma estrutural.



Estrela de um céu distante


As montanhas moveram-se
E uma luz ofuscou continuamente
E iluminou dez mil quilometro
E essa luz era uma estrela luzente
Entre o horizonte e a galáxia mais próxima.

Em direção ao brilho da estrela
Que ofusca em noites infinitas
A pedra deslocou-se precocemente
Pelas madrugadas frias de insônia
Percorrendo sonhos de longa distância.

A pedra entre o mar e as montanhas
Iludida a cada nascer da noite
A estrela entre o sol e o universo
Admirada por toda euforia espacial.
Estendida nos sonhos da pedra solta.

A pedra idônea e descompassada.
A pedra que quase não sente mais nada
A pedra da busca incontrolável
Pela estrela que faz mover montanhas.
E no oceano faz reboliço,
No universo faz chover encanto.

A estrela do olhar com toque de mistério
De rosto simples com um tom suave
De cabelos curtos e um sorriso memorável.
A pedra indestrutível em seu canto mudo,
Martela pelas vontades inalcançáveis,
De desejos naufragados pela distância.

A pedra avistou uma luz brilhando forte.


Lana Parker

O que tenho a dizer sobre suas maravilhosas visitas em meu email, recanto das letras e Orkut
É simplesmente isso:

Que suas visitas não sejam imortais posto que a distância
É esquecimento, mas que sejam infinitas enquanto dure.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ensaios sobre a loucura



O momento de loucura nós leva a lugares de extrema reflexão dos pensamentos, somos feitos de momentos que às vezes extrapolam na decida da inovação. Buscamos sempre em algumas vezes refazer o caminho de maneira diferente para que não se repita os mesmo erros de outrora. A psicose é tida como doença e só alguns manifestam essa doença sendo assim são chamados de loucos. Os demais não têm coragem de demonstrar a loucura camuflada entre a devassidade do viver. Todos têm pequena ou grande, indecente ou não uma loucura a manifestar em cada dia, mês ou ano. O mundo é proporcional a fantasia que alimentamos não se pensa em apagar o passado ressarcido de quedas e assim saímos derrapando, tropeçando para alcançar algumas das fantasias alimentadas por nós. Se haverá um empecilho La na frente não importa, o que realmente importa é degustar cada momento alcançado, não ter medo da asquerosidade da vida que consome dia a dia o sonho alimentado, o desejo a se alcançar, o verbo a se conjugar. A vida é a que mais ensina, no entanto desviamos as atenções para as coisas lepradas e insignificantes. O futuro é incentivador sem o passado a tormentar e cravar sentimentos de culpas a alma frágil do homem moderno por alguma coisa que não fez e poderia fazer. O desastre de o próprio ser que poderia ser abatido de forma amena e perspicaz, de forma a não interferir no futuro distante. O passado é a barreira maior só com muita loucura e sendo impermeável ao medo para se poder passar sobre suas muretas forradas de culpas e insegurança. É preciso querer e sem pensar já agindo cometer o que se chama de loucura, pois só através dela sairá a gloria da conquista maior, a gloria desejada entre passado e futuro, para só então poder soltar o ego gigante sem a culpa atormentadora de toda a existência.

Existir, é por esse caminho que devemos andar sem medo dos buracos infinitos, sem medo da vírgula que surge para cessar o ritmo, sem medo ate mesmo do ponto final que para de uma vez por toda com a vontade de seguir adiante. Será sempre com a palavra existir que iremos nos debater nós deparar frente a frente, bater de cara com a mediocridade do ser humano, com nossa própria mediocridade, infelizmente somos pobres de verdade e de maturidade, somos seres subjetivos e indefinidos no manto terrestre. Então porque existimos? Penso eu que seja para manter o ciclo evolutivo do planeta terra, para dar continuidade à evolução das espécies, porque assim como se deu a passagem da era dos dinossauros com o desaparecimento de toda a espécie será feito o mesmo processo com os seres humanos desapareceremos sem deixar vestígios algum. E diante de tantas crenças alimentadas entre elas o céu e o inferno, ou seja, a salvação da espécie humana isso não passa de mera fantasia criada para iludir e abobalhar o ser obediente aos mitos históricos que não passa de futilidade, de bobagens somos nada mais nada menos que mera situação do acaso, somos outra espécie de animal evoluído e de qualquer forma teremos de perecer, somos perecíveis, somos vulneráveis a ira da nutereza e do universo assim como do planeta terra inteiro. A loucura é o encontro do medo com a verdade, quando a verdade fala e fala grossamente estoura pensamentos, causa confusão de idéias, revela o oculto e oculto é assustador, é sombrio, o oculto é um monstro negador da verdade absoluta. Tudo isso encurrala qualquer pessoa segura de suas próprias crenças já seladas no celebro. A loucura surge quando uma pessoa tenta mudar essas mesmas verdades cravadas na mente, na forma de pensar e agir tudo se mistura formando a confusão de crenças, misturando-as e quando se dar conta não sabe mais no que realmente crer e a volta é negada, é obstruída pela confusão gerada. O positivo nisso tudo por incrível que pareça é o que fica nos pensamentos depois da loucura e é por isso que acho que ninguém é louco realmente, o que acontece é a reorganização das crenças ficando apenas as que vieram por últimos no caso as novas não trazendo de volta a mesma forma de agir e de se manifestar para os loucos. A psicose nasce para fazer com que as pessoas manifestem o oculto, as verdades do mundo e das coisas escondidas, as próprias verdades.

É da loucura que nasce a maior proeza do ser humano, é da loucura que surge a vontade de potência, as verdades alem do bem e do mal, é da loucura que nasce um sábio voraz, o mais corajoso dos seres existente nesse planeta é simplesmente dela o cicio mais agudo e o berro de atenção.

O poeta de pasárgada III-parte (O ritmo dissoluto)



O poeta de Pasárgada

Terceira parte (O ritmo dissoluto)


Felicidade, liberdade, satisfação assim começa a terceira obra de Manuel Bandeira o Ritmo dissoluto publicado em 1924 considerado pelo próprio autor como obra de transição em sua forma de expressão. Com devassidade a solta feito “Murmúrio d’água”, feito “ Mar bravo”, feito “Sinos de Belém” passeando com os “Meninos carvoeiros” na “Noite morta” da “Rua do sabão” soltando “Balõezinhos” de contentamentos, liberdade em brasa acesa e felicidade mesmo tendo “vontade de se matar”.

“E enquanto a mansa tarde agoniza,
Por entre a névoa fria do mar
Toda a minh’alma foge na brisa
Tenho vontade de me matar!”

(Felicidade)


Em o Ritmo dissoluto Manuel Bandeira surgiu bem mais aguçado ao estilo modernista, audição presente revelando poemas bem mais musicalizados que em carnaval. O que posso falar é que “Meus ouvidos” ouvem apenas o “Mar bravo” de palavras semeadas e balançadas como “Os sinos de Belém” com toda “Graça musical” quando murmuram aos ouvidos “Pela voz dos símbolos” feitos “Gemido” da voz noturna.


“A meiga e triste rapariga
Punha talvez nessa cantiga
A sua dor e mais e mais a dor de sua raça...
Pobre mulher sombria filha da desgraça...”

(Murmúrio D’água)


Saindo de o Murmúrio d’água surge logo depois Mar bravo, bravo como a poesia composta com versos livres metrificados. Surge como liberdade de expressão o poema Mar bravo e Bandeira se intercalam entre as estrofes ele manifestando vontade de ser mar forte em suas ondas, grandioso em sua extensão prosseguindo em outra estrofe dando qualidades ao mar que ele deseja ser.

“Com que amargura mordes a areia
Cuspindo a baba da acre selvagem
No torvelinho de ondas que rugem
Na maré – cheia,
Mar de sargaços e de amarugem!

As minhas cóleras homicidas,
Meus velhos ódios de iconoclasta,
Quedam-se absortas diante da vasta,
Pérfida vaga que tudo arrasta,
Mar que intimidas”

(Mar bravo)


Chega um momento ou determinada data do ano que necessita-se transgredir um pouco a realidade dura que se vive. “Nem só de pão vive o homem” para Manuel Bandeira nem só a morte é inspiração foi o que ele manifestou cantado um natal alegre se refugiando um pouco da melancolia angustiante.

“Sino de Belém, pelos que inda vem!
Sino de Belém bate bem-bem-bem!”

(Os sinos)

Buscou na “Madrigal melancólica” a feição de mulher passou para o leitor a impressão de esta se dirigindo a uma pessoa querida descrevendo a beleza, o carinho, o amor como que por uma mulher.ele passa essa impressão neste poema na forma como se direciona a madrigal e age ate o termino do poema.

“O que eu adoro em ti
Não é a tua beleza
A beleza, é em nos que ela existe.
A beleza é um conceito
E a beleza é triste
Não é triste em si.
Mas pelo que há nela de fragilidade e de incerteza!”

(Madrigal melancólica)


Manuel Bandeira começa a nós revelar sentimentos seus escondidos, sentimentos de vontade, verdade e persuasão. A visão sempre lhe foi parceira agora caminha na mesma direção sem nenhum desvio, fazendo vim a átona pela primeira vez em seu poema a presença de um animal que vive no meio dos humanos, o cachorro melhor amigo do homem que segundo Bandeira parecem “homens de negocio andam sempre preocupados” aborda profundamente a inveja e o ciúme que é uma pedra no sapato de quem ama quando perde o gosto humilde.

“Quando tiveres inveja, quando o ciúme
Crestar os últimos lírios de tua alma desvirginada;
Quando em teus olhos áridos
Estancarem-se as fontes das suaves lagrimas
Em que se amorteceu o pecaminoso lume
De tua inquietude mocidade:”

(Quando perderes o gosto humilde da tristeza)


E eles os meninos carvoeiros que passam a caminho da cidade, os meninos de Manuel Bandeira, meninos retratados de forma heróica, trabalhadores homens indo para luta diária. Realidade do nordeste ou do interior pacato onde pessoas vivem miseravelmente e crianças são obrigadas pela necessidade trabalhar. Os meninos carvoeiros trocaram seus brinquedos pelo o carvão e burrinhos lesados de magros feitos eles próprios raquíticos.

“Os burros são magrinhos e velhos
Cada um leva seis sacos de carvão de lenha.
A aniagem é toda remendada.
Os carvões caem!”

(Meninos carvoeiros)


Fez do gesso poesia branca, quebrada, logo remendada, fez da noite morta “Sombras de todos que passaram dos que ainda vivem e os que já morreram” cantou na “Rua do sabão” junto com a molecada que soltava balão, juntos soltaram “Assobios apupos, pedradas” e continuaram cantando até que o balão caiu longe no mar alto.

“Levou tempo para criar fôlego
Bambeava, tremia todo e mudava de cor
A molecada da rua do sabão
Gritava com maldade:
Cai cai balão!”

(Na rua do sabão)


E é assim que termina Ritmo dissoluto ao som do “Berimbau” dos “Aguapés”, da “Mameluca maluca” terminou de forma indígena soltando “Balõezinhos” chamando saci, Iara e boto para participarem da festa de encerramento. Chegando ao termino de mais uma obra feita a seu ritmo libertino, mudando completamente e entrando de vez no modernismo, cravando sua poesia definitivamente ao novo modo expressão.

“Na feira livre do arrebaldezinho
Um homem loquaz apregoa balõezinhos de cor
-“O melhor divertimento para as crianças!”
Em redor dele há um ajuntamento de menininhos
[pobres,
Fitando com olhos muito redondos os grandes
[balõezinhos muito redondos.”

(Balõezinhos)

sábado, 22 de agosto de 2009

As prostitutas


É madrugada, deserta fica a cidade encharcada do negrume da noite, deserto ficam os segredos de cada ser andante pelas calçadas procurando saciar o desejo regido ao capital, os desejos incansáveis e indecentes, desertos ficam os pensamentos corajosos na busca pelo sexo capital.

Mulheres e ex-homens habitam do mundo
O lado asqueroso, fonte de saciação dos solitários
De plantões, espera de o próprio suor alcançar
O sucesso de uma vida digna, penso eu. Para outras o sexo é a diversão, é dignidade em forma de prazer,
É a forma única que encontram para sustentar o viver indolente desde que nasce a superação que pensam ter nas mãos, é simplesmente subordinação a uma humilhação direta ao seu ser, é nada mais que a insignificância humana para seus descendentes que abominam ferozmente a existência porca em vielas de imundices sexuais.

Elas ou eles? Não sei, porque ai se misturam os sexos,
Ridículo não posso esconder o que sinto avistando um ser querendo virar outro completamente diferente, é repugnante. O oferecimento a cada um que passa as formas de se vestirem, os atos, vendem-se
Por nada, por um simples momento de orgasmo sazonal. Ao passar pela rua olho-as alguns minutos
A ancia logo vem, vejo o enfarto do mundo bem próximo de mim, a perdição que leva ao mais fundo do poço, tudo indigno de existência. Perecer não é solução é querer fazer parte de tudo perecível.

Se tiver elas ou eles desejos é o de brincar com corpo
Na humilhação pelo bocado imundo que destrói o homem, o mundo e a criação. Culpado é o capitalismo gerado nas classes dominantes que detem o poder de impedir todas essas sujeiras, mas que eles próprios são participantes que desfrutam destes seres de esquinas, destes produtos
Promocionais em mundo tão demoníaco, objetos,
De disputa entre seres ávidos por prazer, com fome
Do sexo deprimente que afogam num poço vulgar
As mulheres e homens mulheres que nesta vida mesclam achando elas ou eles uma vida discreta.

O que esperar de uma sociedade acolhedora de atos
Leprosos, norteantes e decadentes, o que esperar de seres desnutridos do bom censo que bancam esta casta emporcalhada de homens entrando numa espécie de mutação se transformado nelas.

A única solução para esta sociedade doente permeia
Na castração da demência humana, quando se vai pensar em soluções saudáveis para melhor viver uma vida natural, sem precisar se vender como produto barato em tempos de liquidações.

terça-feira, 18 de agosto de 2009

De Peso de Los Toros para o mundo (Mario Benedetti)


Uruguaio de Paso de Los Toros nascido em 14 de setembro de 1920
Foi de tudo na vida, foi caixa, ajudante de oficina, funcionario publico e entre tantas as profissões só uma soou tão bem em sua vida e dela soube aproveitar, soube tirar o melhor de si propio e do mundo, tornando-se assim peça importantissima da literatura Uruguaia, renomado ganhador de ilustre premios e o mais importante dono dos poemas mais bem escritos, lindos que refletem toda sua vida em Montevideu e pelo mundo inteiro.

Conquistou o carinho dos leitores com contos, poemas e romances presenteou os cinemas com uma das mais belas de suas obras “La tregua” publicado em 1960 reconhecidissima no mundo inteiro traduzida em mais de vinte linguas chegou as telas do cinema com moral, sendo indicado ao o oscar de melhor filme estrangeiros da epoca. E realmente é esepicional, extremamente ironico com fatos ocorridos na epoca de publicação, uma narrativa fantastica, atual retratando os grandes centros urbanos, a vida solitaria e diaria de pessoas simples que rotacionam seus dias em acordar, trabalhar e dormir novamente com execelente tom de ironia. Uma verdadeira obra prima da literatura Uruguaia.

Mas não foi só com “La tregua” que ele se tornou renomado e conhecidissimo foi poeta magico de encantar com as palavras como em “ Poemas de oficina” publicado no ano de 1956. juntos com la tregua formam as mais importante de toda suas obras. Entre essas obras estão “La víespera indelebre” publicado em 1945 ano que estreava na literatura e encaminharia seus grandes momentos. “Quién de nosotros” foi seu primeiro romance, em 1949 publicou seu primeiro livro de conto “Esta mañana” e tantos outros tendo com todos grandes reconhecimentos e felicidades.

Foi casado apenas uma vez com Luz López Alegre grande amor de sua vida, também critica de seus trabalhos e de mais companheira. Quando ela veio a falecer vitima de Alzheimer em abril de 2006 sofreu muito com a perda da grande mulher que foi para ele. Apos a morte da esposa muda-se para um bairro central de Montevideu onde passaria o resto de sua vida a dedica-se em poemas e a lidar com as graves doenças que foram surgindo ao longo do tempo. Em fervereiro 2008 teve sua primeira internação por desidratação, em março do mesmo ano com prpblemas respiratorios. Em 24 de abril recebe alta e apos doze dias volta a ser internado e em 17 de maio de 2009 morre aos 88 anos em Montevideu de problemas interstinais. Tendo sua ultima obra “Testigo de uno mismo”publicada em agosto de 2008.

Mario Benedetti antes de tudo foi umas das mentes brilhantes , que deteve em sua vasta utopia a realidade escancarada na poesia de cada dia, atraves dela participou ativamente do tratado militar contra os EUA e agonizou a globalização com frase como: “Ditadura indiscriminada, que cada vez conduz mais ao suicidio da humanidade”. Mario Benedetti esteve presente nas vidas dos Uruguaios assim como Manuel Bandeira, Calos Drummond de Andrade, Machado de Assis, Tom Jobim e tantos outros estiveram na vida dos Brasileiro. E se trando de contexto Latino-Americano foi exemplo extraodinario, inspiração, beleza e arte.




SOY MI HUESPED

Soy mi huésped nocturno
en dosis mínimas
y uso la noche
para despojarme
de la modestia
y otras vanidades

aspiro a ser tratado
sin los prejuicios
de la bienvenida
y con las cortesías
del silencio

no colecciono padeceres
ni los sarcasmos
que hacen mella

soy tan solo
mi huésped
y traigo una paloma
que no es prenda de paz
sino paloma

como huésped
estrictamente mío
en la pizarra de la noche
trazo una línea
blanca

(De La Vida ese Parentesis)




SOU MEU HÓSPEDE

Sou meu hóspede noturno em doses mínimas e uso a noitepara despojar-me da modéstia e outras vaidades
procuro ser tratadosem os prejuízos das boas-vindase com as cortesiasdo silêncio
não coleciono padeceresnem os sarcasmos que deixam marca
sou tão-sómeu hóspedee trago uma pombaque não é sinal de pazmas sim pomba
como hóspede estritamente meuno quadro-negro da noite traço uma linhabranca

(De La Vida ese Parêntesis)


Ao ler “La trégua” ou “A trégua” uma das tão renomadas obras de Mario Benedetti sentir a necessidade de remexer toda sua vida, porque percebi que por trás das palavras contidas naquele livro havia um grande homem, mágico na arte de escrever. Recomendo a todos os leitores as obras tanto poéticas quanto contos e romances são excelentes.

Só existe um lugar


A terra está coberta por uma nuvem negra
E chove maldade perante homens, perante pais e filhos,
Chuvisca desrespeito por toda parte.
Cai uma chuvada de destruição, ambição e insignificância.

A lua é o refugio para os quais correm desta rinha
De animais ferozes e briguentos. O homem povoara a lua
Como refugio pelo medo de seus descendentes, pelo medo de seus atos
De vandalismo para com o espelho dos inocentes.

Vão construir casas na lua, escolas, estradas de ferro,
Vão construir prédios na lua, indústrias de todos os tipos.
Irá então haver as classes ricas e as classes pobres
Sem falar dos miseráveis. E tudo se fará novamente num instante
O que se fez na terra.

Então o homem povoará outro planeta habitável, onde possa
Construir suas casas, escolas, prédios, estradas e indústrias
Ate chegar por fim nas classes ricas e nas classes pobres sem
Esquecer dos miseráveis. E tudo num piscar de olhos se fará
Novamente o que se fez na terra e na lua.

Então o homem povoara outro planeta
E idem, idem, idem, idem...
Ate se da conta que o único planeta onde tudo
É diferente, é o planeta para onde vão todos os loucos suicidas.

As flores em gaza


Um jardim de flores murchas
arrancadas, pisoteadas, não
é mais as flores de Hiroxima
são outras flores que sofrem
e morrem do mesmo jeito.

Em uma única faixa que
separa duas nações em
guerras violentas, as flores
caem a cada segundo,
a cada tiro disparado, a cada
bomba lançada, as flores
caem e não vegetam mais.

As flores caem como frutas
podres das fruteiras, são tantas
as flores, são tantas as rosas,
são tantas as quedas, são tantas
as mortes e as flores ficam
cada vez mais triste, cada vez
mais escassa, cada vez mais
sem vida e os seus pensamentos
vão também ficando sem nada
vago, pequeno, escuro.

E o mundo vai ficando sem
cantos, sem solução, sem resolução
sem preocupação. Enquanto
isso as flores vão murchando,
se decompondo, se recolhendo
em tumultos pequenos que seu mundo
constrói com tantas guerras de
tiros, bombas de todos os tamanhos
e tanques gigantescos acertando
alvos, flores que não compartilham
esta guerra de monstros homens.

Medo da escuridão


Sentado de nada penso, de nada faço,
Nada quero, à sombra pousa nas asas
Do meu delírio, fecho e abro os olhos, à noite
É uma formiga cansada andando, escureço
Acordado, anoiteço de olhos acessos.

E o tempo dorme junto ao meu corpo
Dorme profundamente e esquecendo de
Passar, o tempo ronca e os meus olhos
Não conseguem se fecharem o teto é a
Única visagem das retinas incansáveis.

O mundo fica pequeno, barulho algum
Escuto só o roncar da coruja lá fora,
A cidade dorme rente ao mundo inteiro,
Rente ao mundo dentro de mim gigantesco,
Dentro das normas que regem a vida, dormi
Para descansar eu porem acordo
Para não pesadelos sustentar em meus
Pilares desnutridos.

Minha cama larga, deserta, fria. À noite
É tudo isso e mais sombria, a noite calma
É uma filosofia nunca corre como um
Trem, nunca voa como um avião e o
Meu sono nunca vai com a noite.

De braços abertos me sinto ser um pássaro
De olhos fechados, sinto está morto
Em meio tanta escuridão, não vejo Luiz, vejo
As trevas, amanheço acordado, vejo
O que quase ninguém consegue ver na aurora
De todas as manhas, o sol nascer entre
As montanhas e em cada janela entrar
Para deixar a Luiz que cada ser precisa
Assim como as plantas para sobreviver.
Somos regidos pela lei da natureza
E se ela causa medo como a escuridão
Que me amedronta então não temos
A quem recorrer, não dormirei até
Que o sol suja e esmague a escuridão
Como a escuridão esmagou meu sono.





O mundo


O mundo anda tão depressivo, tão negro, nefasto
Que matar virou diversão para fim de semana.
É inacreditável tamanha impunidade neste país como
Se porífera diante de olhares distraídos de uma sociedade
Comprada por ração de esquecimento, por momentos
De banalidades e extrema parceria com as mazelas de todos os dias.

Esta é a sociedade movida com o combustível
Adulterado do sexualismo, conivência sem limites
Com humilhantes depredações. O mundo é uma carnificina
Jogada a urubus famintos, estamos no futuro de agonia
Por conta dos acontecimentos em toda parte que se diz
Existir vida. O que realmente somos?

Será que este mundo é uma jaula de famintas feras?

O que será que existe em cada pensamento matador de homens monstros?

Como seria o mundo sem tantas racionalidades em forma de perversidade?
Não seria, porque não haveria o equilíbrio entre o bem e o mal.

Será esta a resposta? Tão curta e filosófica resposta.
Com relação ao contexto filosófico citado acima tudo bem,

mas com relação ao mundo e seus habitantes em si torna-se contraria
Porque existe um desequilíbrio de idéias, sentimentos, reações, emoções, etc.

Os seres humanos são parecidos em tese com sua forma física

o que deixa totalmente fora de contexto o intelecto de cada um, porque só aquele com as mesmas concepções conseguem agir e pensar igualmente. E infelizmente está extinta da humanidade os seres que conseguem agir e pensar contextualmente.

O mundo que vejo agora referente ao mundo histórico do passado não tem diferenças nenhuma, apenas na forma de pensar, de agir e de matar. A matança é muito mais brutal se viermos a imaginar o mudo histórico do passado veremos mortes em campos de batalha, disputas de terras, claro não a explicações para tantas mortes mesmo em campos de batalha, só que eles
Matavam por disputas de terras, disputas religiosas, disputas vinculada a política da época, eram mortes com um significado muito mais lógico. Não essa sociedade que mata por prazer, por dependência, por vicio, por humilhação, por gestos, por toques. Esta sociedade é imunda, é esta sociedade que será o futuro ou já é não sei? Sei que passa por momentos conturbados quanto à natureza de cada ser.

Pergunto-me quando alguém compara o ser humano com animais, porque submeter a uma comparação tão brutal visto que essas criaturas nascem forçadas a cumprirem regras de sobrevivência em seu meio? Não são animais são seres verdadeiros do manto natural do planeta a perversidade esta em nós mesmo é preciso correr atrás das verdades absolutas para poder assim manifestá-las diante de todos os hipócritas que acolhem bobagens.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Seios de mulher


Entre o umbigo e os ombros

Uma parte de desejo mortal

Uma parte de destaque lateral.


Entre o umbigo e os ombros

As cascatas de encanto fatal

A circunferência helicoidal.


Entre o umbigo e os ombros


Um relevo sinuoso, gótico, oval.

Sentimento complicado


Não sei o que é amor

Tem algum aroma?

Tem algum sabor?

Será feito de isopor?

Porque será que ele

Balança feito gangorra?

O que tem ele que supre

Todas as necessidades

Rapidamente.

Não sei o que é amor

Queria tanto compreender.

domingo, 9 de agosto de 2009

Noite solitária


A noite é cumprida com a solidão e nessa
Válvula de escape, tento dormir comprimindo
Os olhos, ligando as duas partes que tendem a ficar
Desunidas nesta noite tão fria, tão calamitosa e nervosa
Com os carros lá fora gritando.

Não adianta dormi se os pensamentos continuam acordados
Remexendo no passado, bulindo nas saudades sonolentas,
Incitando o futuro. Não vale sonhar de olhos abertos, não é
Justo para os que saem de olhos completamente fechados
Só abertos na aurora do dia ou com os pesadelos de agonia.

Quando se fecham os olhos a noite e dorme intensamente
Ao abri-los pela manhã verá formação de um novo dia diferente
Do que ficou para traz. Então a noite é isso se for consumida
Com veracidade terá no outro dia tranqüilidade,

se não aborrecimento e insustentabilidade.

O grão de areia no sapato incomoda, o ruído da cama
Ao me virar constantemente enlouquece-me, o olhar
De quem dorme só tem direção para o teto assim como
Quem sofre na vida a direção é a solidão. Um grande caminho
Na frente se forma não sei se é sonho ou pensamento
Só vejo a realidade crescendo feito fermento, nasci com
Uma solidão prematura e desde então com ela cresci,
Com ela estou é à sombra da eternidade e o crepúsculo
Da minha insana vontade de amar que passa quando
A vida esclarece que amar é sofrer, morrer, fenecer,
Apegar, amarrar sem direito a se soltar, somos todos
Fantoches do amor, da solidão somos prelúdios do viver.




Magia


Libere as mãos
Deixe-as sentir o ar
Solte-as do corpo.

Sinta a magia entre os dedos.

Deixe-a andar por todo o corpo.

Ela passou


Ela passou em minha frente
Deixou o perfume exposto
Nas abas de todo meu corpo.

Ela passou, nem olhar olhou
Passou rosando o corpo em mim
Passou causando sufoco.

Deixou apenas seu perfume

Que se apossou do meu rosto.

Eu pedra


Uma pedra imóvel é meu reflexo
É, uma pedra parada no mais alto relevo
Numa montanha onde jaz outras montanhas.

Sou rígido e duro, como as pedras solitário
Como todas as pedras, como todas elas
Vivo do tempo que passa e não amanheço.

Sou a montanha de muitas pedras

Sou a pedra e não me movo.