quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Entre um e outro








A um poema dentro de mim engasgado 
E outro fora de mim vomitado pelo 
                    [desprazer de viver o acaso.
A uma parte de mim ilhada.
E outra tentando desvendar
          [As saídas de um labirinto infinito.
A um poeta que canta o triste sonho acabado
E outro que segue trôpego, mas não desiste.
A um poema dentro de mim que não morre.

Desejos

Feito pipas no céu aberto
Desejos voam entre nuvens
Buscando um mundo disperso
No imaginário indiscreto.

Feito folhas soltas ao vento
A meia altura do chão concreto
Feito pipas no céu aberto
Desejos voam entre nuvens.

Feito sombra num dia de sol
E água num dia de sede
Desejos nascem loucos assim
Ingerindo sonhos libertos
Feito pipas no céu aberto.

domingo, 17 de janeiro de 2010

Haiti


Ah! Haiti. Antes tantas lamentações
Agora muito mais.
Caíram pedras sobre as pessoas
Caíram pedras sobre a miséria
Sobre a desolação e humilhação de Haiti.

Como dói olhar pra você assim
Destruída sem a raquítica sustentação
Que antes tinha.
Como dói ver a miséria viva
Entre tantos corpos caídos e feridos
Entre tanto sangue derramado.

Ah! Haiti. Vejo-te tão desesperada
Vejo-te agora totalmente desesperançada
Sem perspectiva, sem saída
Vejo-te em lagrimas de suplicas
Aos que sempre se fizeram ausentes.
Como dói, como dói, como dói...!

Agora todos choram por ti
Todos rogam por ti, todos sentem
Por ti. O que será de ti agora?
O que serão dos teus frutos resistentes
A fúria da natureza? Como viverão
Com todos os pilares derrubados,
Com todas as telhas quebradas,
Com todas as ruas empoeiradas
Com todos os sonhos interrompidos?

Ah! Haiti os anos passaram
As coisas só pioram no canto do sofrimento
Uma vida inteira de sofrimento,
Um sofrimento incurável, um sofrimento
Sustentado pela cor, pela miséria, pelo esquecimento.
Haiti o próprio nome deixa claro
A dor que é viver em teu manto
Flagelado e esquecido pelo resto
Do mundo, a dor que salta em um triste HAI!

Ah! Haiti. Antes tantas lamentações
Agora muito mais.
E por ti restam apenas uns tristes HAIS!

sábado, 16 de janeiro de 2010

Sexo sem vergonha


O sexo nas alturas
O sexo para toda forma de vida
Não tem fronteiras
Não tem barreiras
Não tem lugar
Nem hora certa.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

A vida


Comendo as horas
esquecendo pensamentos;
refazendo caminhos;
pisando em espinhos;
naufragando sonhos;
revivendo tudo;
soltando lagrimas fingidas;
apressando a vida,
essa vida sem pressa
vida de quem ama e sofre.