terça-feira, 30 de março de 2010

Cosmo plagiado



Os astros dançam no infinito cosmo
Enigma cada objeto voador que surge.
O cometa voa entre a terra e o universo.


Deixa a luz só de passagem a luzir
E por um instante desaparecer no sem-fim
O universo e seu incrível poder de fazer levitar.


A deriva do conjunto de mistérios desejados


Pelo ser humano cosmo plagiado.

segunda-feira, 29 de março de 2010

As três vezes em que sair do silêncio (A Midiam Talita Laureano)




Três vezes fui feliz nesse espaço
Comido pelo tempo até aqui onde
Estou no ato de fingir viver.
A primeira vez quando vi meu nome entre
Os melhores da lista que me levaria a cursar
Todo o ensino médio na melhor escola da região.
Meus pais sorriram pra mim e passei dois dias
De insônia completa, risos a solta, pura satisfação.
A segunda vez foi quando fiz meu primeiro gol
Jogando pelo time mirim da minha cidade.
Um gol que me fez ficar mudo externamente
E internamente eufórico ouvindo os gritos
De uma multidão de dez a quinze pessoas
Que assistiam entediados.
A terceira vez não faz mais que alguns meses atrás
Conversei instantaneamente com Midian
Talita Laureano. Ela me foi em vinte segundos
De cada conversa aquela gota de orvalho
Que cai em noite suprema, em cada palavra
Aquele poema verso a verso encantado,
Rimado, infinitamente musicalizados.
E desde o desaparecimento dela da minha
Caixa postal, tem um sino que não para
De tocar a cada sussurrar na noite solida
E dispersa que passa sem presa, que cai
Em mim e me pega de surpresa olhando
As estrelas pela janela.







terça-feira, 23 de março de 2010

Entre o mar e as montanhas

Entre o mar e as montanhas meu soluçar clandestino
Cambaleia por ruas sem nomes, por becos e vielas
Chutando lata vazia, olhando o tempo com vento fino
Contando estrelas destacadas no céu, milhares delas.

Entre as ondas do mar e a neblina do relevo alpino
Ouve-se meu canto sem sintonia da fileira de janelas
Alinhadas em longa extensão em casas de granfinos
Meu grito forte sai em disparada, minha ira se revela.


Ouço vozes a distância, distante, cada vez mais distante
Vozes de jovens em parte escuras de um terreno industrial
Passo por eles de cabeça baixa sinto apenas o cheiro delirante.


Vejo folhas de papeis voarem e um bar na esquina se fechando
Caminho mais alguns metros e vejo mais nada além do canal
E um desejo louco de me atirar sobre suas águas repugnantes.







sexta-feira, 19 de março de 2010

Libertinagem em terras distantes


Ao sons das águas
na filosofia do vento que sopra
no pairar de uma
folha seca voando.

Em uma Austrália distante
que seus aborígenes
faz a magia de encanto
e cativa a terra distante.

A arvore despida
as folhas caidas
a folha seca voando.

O vento soprando
um canguru pulando
e uma folha seca voando.

Manifesto

Gritarei em praça publica
Que todos são filhos da puta
Saio em disparada gritando em consoadas
Os disparates maiores do mundo.
Sem medo de nada.
Amanha irei morrer.


Insultarei o presidente
O papa, o rei, os donos do mundo
Pincharei tudo quanto é muro
Do burguês sacana.
Sem nada a temer
Amanha irei morrer.


Atirarei pedra na vidraça do palácio da alvorada
Vomitarei em cima da bandeira nacional
Urinarei ao pé do Cristo Redentor
Sem medo de nada
Amanha irei morrer.


Entrarei nas filas bancarias
E se ninguém me atender
Mandarei todos se danarem
E saio a exercer meu direito de cidadão
Sem medo dos seguranças
Amanha irei morrer.


Tomarei banho no chafariz da Praça 23 de maio
Se os guardas me barrarem
Jogo-lhes água na farda
E corro em direção aos trens
Nada me conterá
Amanha irei morrer.


E mesmo assim se o exercito consegui me conter
Se os guardas conseguirem me prender
Se o mundo me insultar perversamente
Não darei à mínima
Nada me importara
Amanha irei morrer.

quarta-feira, 17 de março de 2010

Ponto de ônibus



Ponto de ônibus
































-Que horas são?


-Vinte pra oito.


-Obrigado.





















































-Vem vindo dois tomara que seja o nosso.

terça-feira, 16 de março de 2010

Solidão



O copo de vinho sobre a mesa
O poema terminado exalta-se
Na voz tremula sob uma luz acesa.

O ultimo copo de vinho emborca-se

O poema e o poeta embriagados sem defesa.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Onde está?


Onde está a flor?
Aquela encantada do jardim com a beleza
Natural de suas pétalas cristalizadas pela luz solar
E a rebeldia de seu fino caule dançando conforme
A música do vento.

E a mulher cujos princípios não permitem o adultério,
Sublevação aos atos sórdidos da sociedade onde está?
Onde está a mulher que não fere sua honra por prazer?
Mulher angelical, perfeita, amorosa, sentimental.

Onde está o homem?
Aquele repelente a corrupção e incapaz de levantar o braço
A outro homem, incapaz de vociferar palavras de baixo
Nível social, incapaz de deixar sua família para ir ao
Encontro do antro imundo e perdido onde permeiam
Mulheres sedentas no vácuo do prazer implorando o sexo brutal.

Onde está a criança?
A que nasce e cresce sem ouvir palavras sujas, sem presenciar
Imagens de estonteação do homem moderno.
Onde estão elas?
É aquelas que jamais sob todas e qualquer condição é abandonada
Em meio a um lar duvidoso e também aquelas que não vivem
Jogadas pelas calçadas imundas da urbanização crescente.

Não vejo mais o companheiro amigo, parceiro, sentinela da
Amizade que não possui a inveja desanimadora nem a ambição
Nos pensamentos e o capitalismo na alma.
Onde está aquele cara que nos momentos de tristeza cede o
Ombro para chorar e nos momentos de alegria festeja
Com expressividade a vida?
Onde está o cara do peito? O amigo de confiança onde está?

E o amor existe ainda? Então onde está? Onde. Vamos me digam
Onde encontrar o amor limpo, centrifugado, o amor feito a flor
De lis, o amor petrificado, o amor cascatas das cachoeiras que
Cai quebrando-se num pequeno espaço e escorre por caminhos
Curtos até chegar ao destino final. O oceano.
Onde está o amor um com o outro e pela vida? Onde está o
Amor as crianças?

Não vejo mais saudosismo às coisas belas dos momentos felizes.
Onde está a esperança? Não existe mais esperança, existem sim túmulos
Num jardim onde flores na insistência de ver o sol brilhar
Nascem, morrem, nascem,morrem, nascem, morrem...

Dois passos de glória



No maior desenlace da vida
Com a concordância do meu ser
Surge o estupefato
A vida andou dois passos
E não caiu no buraco
Do futuro sem lógica,
Não tropeçou na pedra solta
Do caminho imaginado
E seguido sem a recomendada
Ordem do destino.

O incrível aconteceu
Minha vida andou dois passos
E não caiu.

Seculo XXI


               Inovação aflorando, alavanque em ascensão, velocidade extrema e tecnologia avançada dentro de uma vasta transformação robótica modificada ano após ano. É o futuro aflorando sob os raios de sol da globalização que cobre o mundo inteiro dominado pelo capitalismo que toma ares de prepotente, absoluto, indestrutível em cada pedaço de chão do planeta.

              As informações se alastram e os meios de comunicações conseguem estabelecer transformações que suprem as necessidades globais de caminhada para um futuro de desenvolvimento econômico, político e cultural. As coisas se modificam conforme a urgência dos desejos dos seres humanos que estacionam na parte de crescimento, necessidade, vontade e satisfação de ganâncias pessoais. O mundo no século XXI globalizado e a todo vapor em cada nação. Em uma o pré-sal urge esperando ser despertado de seu leito profundo nas outras, acontecimentos marcantes como a cor que nunca dominou e agora é suprema na potencia mundial e com ela a esperança, já a parte oriental onde o vermelho e o carvão dominam anda se preparando para tomar o lugar de potencia mundial, no oriente médio a chuva de explosão, pavor e morte não param se intensificam mais ainda com idéias suicidas de governantes sem razão que querem com a construção da bomba atômica destruir toda a raça humana.
            O positivo acontece concretamente, mas com ele aparece também o negativo a parte negativa da globalização é a escolha dos países em linha de frente globalmente falando que não se decidam entre o verde e a fumaça, entre o gelo e degelo, entre o ar e a poluição precisa-se de iniciativa estamos no futuro, mas um futuro que caminha burlando as normas de proteção ao meio ambiente e consequência disso é com certeza a intervenção da natureza de forma brutal no meio fisiológico levantado pelo homem. Entramos no século XXI com uma tragédia sem igual no Haiti em que muitos não presenciarão o futuro extraordinário e ao mesmo tempo destruidor. O capitalismo cresce e com eles as formas de poder que repelem um crescimento sustentável incapaz de agredir a natureza e conforme os anos passam fica impossível controlar esse ligeiro avanço da nossa destruição em tempos catastróficos que ainda estão por vir.
           O futuro chegou e com ele as modificações naturais ocasionadas pelo homem, o futuro chegou e o século XXI é prova disso, chegou com surpresas catastróficas, com notícias alarmantes como o pronunciamento do então presidente do Irã Marmud Armadinejad afirmando com total clareza a existência de urânio suficiente para construir uma bomba de destruição em massa se ele está blefando não sei mais que é algo para os EUA e outras nações e o mundo se preocuparem isso eu sei.
           Se o fim do mundo vier a ser mesmo em 2012 como previu os Maias não será de total surpresa visto que esse caminho para o desenvolvimento rompe as estruturas e nos faz sentir o desconsolo de algo sendo ferido extremamente pelas garras dos homens que querem o poder. O século XXI está ai só não sabemos se reinará por muito tempo.