quarta-feira, 21 de julho de 2010

Eis o sonho


Distante caindo em um buraco sem fundo
Uma nave me alcança e me leva a um planeta
E la os pilhares estão caídos, passam cometas
Pedras voam, metal não tem é outro mundo.

Chovia estrela e iluminava o fim tão profundo
E revelava cada mistério como uma silueta
Ventava poeira, poeira muita, forte e preta
Meus olhos fechavam ao arder assim oriundo.

Vasculhei o vácuo e o ar meio que suprimido
Entrava em minha garganta e a respiração
Saia por entre as narinas sem gesto tímido.

Não tinha casa era uma vasta planície corada
De um vasto capim amarelado sem germinação
Nascia por si só como as flores morriam do nada.

sábado, 10 de julho de 2010

As manhãs da minha vida


 Café com leite, pão com geléia
Todas as manhãs café na mesa
Café quentinho, manhã acesa
O dia nascia de mancinho na cheia

Como o sol amanhecido na Galiléia
nasce também o café preto realeza
entre delicias da grande e espaçosa mesa
pão com manteiga, cuscuz, leite e aveia.

Tenho comigo acordado a cada amanhecer
Na cidade alvoroçada de todas as horas
As saudades do campo ao alvorecer.

Tenho comigo vendo o sol aqui nascer
Aqui neste turbilhão longe das auroras
Saudades do café com leite ao amanhecer.