quarta-feira, 25 de maio de 2011

A conquista do espelho ENGENHEIROS DO HAWAII


Eu roubei esses versos
Como quem rouba pão
Com a mão urgente
Com urgência no coração
Eu contei stórias
Inventei vitórias
Como quem tem preguiça
Como quem faz justiça
Com as próprias mãos


Eu roubei quase tudo que eu tenho
Só pra chamar a atenção
E, quando cheguei em casa
Vi que lá morava um ladrão
Eu perdi quase tudo que eu tinha
A paz
A paciência
A urgência que me levava pela mão


Uma noite interminável
Numa cela escura
!!! sentido !!!
... senhores...
Censores sem poder de censura
O ruído dos motores
Numa sala de torturas
.... senhoras e senhores...
Censores sem talento sensorial
Nunca mais saiu da minha boca
O gosto amargo da palavra traição
Nunca mais saiu da minha boca
Nenhum elogio a nenhuma paixão


Uma noite mal dormida
Um país em maus lençóis
Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco


Sem sono
Sem censura
100% de nada não é nada:
É muito pouco

                                                  Humberto Gessinger

sábado, 7 de maio de 2011

Um amor tão firme quanto prego na areia


Já fazia mais de duas semanas que não se viam
Ele louco de saudades dela, não via à hora de reencontrá-la.
E finalmente quando houve uma brecha entre o trabalho e a faculdade
Resolveu ligar pra ela para marcar de se encontrarem.
-Oi! Liguei só para saber se posso ir até ai te ver?
-Não, não precisa. Bjs!

terça-feira, 3 de maio de 2011

Eis a vida


Estas chinelas jogadas no canto da sala
E a toalha molhada estendida no varal
A janela aberta e a chuva lá fora resvala
Diretamente na cortina balançando no vitral.

Esta goteira sem concerto que estala
Ao cair insistentemente no piso meio oval
E os ratos brigando no teto que não cala
Eles roem o revestimento pela lateral.

Essa vida assim meio que equidistante
Deitada na cama sem a constante amar
Dia e noite, noite, e dia amargo semblante.

Essa mente difícil, confusa e distante
Esse mundo pequeno em repleto mal estar
Nesse quarto que me é eterno e fiel amante.