sábado, 21 de setembro de 2013

Só os grandes

Só os escritores de nomes carregam o respeito de serem lidos.

domingo, 15 de setembro de 2013

A aparência engana

Poderia gostar de alguém, mas o alguém que gosto é totalmente displicente. Realmente falar só por falar não é a minha praia, a pessoa tem de ser autentica do início ao fim, meio termo pra mim é hipocrisia, dei-me a verdade e retribuirei, dizer só por dizer não diz nada a prática fala mais alto, a prática tem os meus olhos, na verdade enxerga mais que os meus olhos. Como Nietzsche dizia “toda verdade deve vir acompanhada de uma boa gargalhada” e as suas verdades me dão nojo e vergonha, a sua beleza atrai qualquer homem mais os seus pensamentos diante de alguém que te quer bem, nada oferece de natural e maduro. Uma mulher para ser mulher de verdade tem de desfilar sob o natural por essência e não forçadamente por interesse.  É de mais o nojo que sinto de certos tipos de pessoas. O caráter diz muito e se as atitudes não condizem com a aparência desmantelada e mesquinha nada presta em sua pessoa.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O Livro sobre Nada





O Livro sobre Nada
Manoel de Barros

Com pedaços de mim eu monto um ser atônito.

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Tudo que não invento é falso.

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Há muitas maneiras sérias de não dizer nada, mas só a poesia é verdadeira.

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Não pode haver ausência de boca nas palavras: nenhuma fique desamparada do ser que a revelou.

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É mais fácil fazer da tolice um regalo do que da sensatez.

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Sempre que desejo contar alguma coisa, não faço nada; mas se não desejo contar nada, faço poesia.

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Melhor jeito que achei para me conhecer foi fazendo o contrário.

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A inércia é o meu ato principal.

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Há histórias tão verdadeiras que às vezes parece que são inventadas.

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O artista é um erro da natureza.  Beethoven foi um erro perfeito.

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A terapia literária consiste em desarrumar a linguagem a ponto que ela expresse nossos mais fundos desejos.

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Quero a palavra que sirva na boca dos passarinhos.

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Por pudor sou impuro.

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Não preciso do fim para chegar.

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De tudo haveria de ficar para nós um sentimento longínquo de coisa esquecida na terra — Como um lápis numa península.

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Do lugar onde estou já fui embora.



LIVRO SOBRE O NADA é uma obra prima da literatura nacional, como é maravilhoso encontrar ainda nos dias de hoje grandes engenheiros de palavras como Manoel de Barros.

A voz do silêncio



Um dia vamos sentar e conversar
Mas hoje quero apenas silêncio.
Sinto necessidade de mais vazio
Você nunca sentiu essa vontade gritante de silêncio?
Acho que você não conhece a língua do silêncio.
Fazer com que as coisas sumam,
O tempo pare repentinamente
Diante dos seus pensamentos vagos.
O medo vai embora
O peito largo acomoda bem o vazio.
A solidão é como um amanhecer neblinado
Em que a frieza do pensar te conduz
Para bem longe
Para distante de tudo
Que te reduz.
Neste momento só o silêncio me constrói.