sábado, 6 de dezembro de 2014

Sou educador

O meu poder resume-se na minha força de vontade, não sei quase nada o que sei hoje foram meus alunos que me forneceram ao longo de cada tutoria, sou humilde de berço e sei reconhecer quando não sei nada, mas também me louvo quando faço a diferença. Nada em mim é falso sou autentico e possuo coragem de cem homens, respeito aos montes e ninguém terá uma critica se quer a fazer de mim porque minha moral transcende o que sou. Eu sou simplesmente bom no que faço, da maneira que faço. 


se você não está pronto para dar aula ou para ministrar uma tutoria não se meta. Porque como bem disse Paulo Freire “Ninguém começa a ser educador numa certa terça-feira às quatro horas da tarde. Ninguém nasce educador. A Gente não se faz educador, a gente se forma como educador, permanentemente, na prática e na reflexão sobre a prática” você deve está em permanente busca pelo saber, o aprendizado deve ser diário e constante.


 Tenho aprendido pouco a pouco o poder transformador do contato entre o “ensinante” e o “aprendiz” como bem dizia Paulo Freire. As necessidades se dividindo em varias outras necessidades de igual importância, aprendi a olhar o “aprendiz” e compreender suas necessidades que não se limitam apenas em aprender o conteúdo, mas sim de afeto, de ser ouvido e entendido, de ser alguém com direito de fala e questionamentos, de ser senhor de si próprio. Eu enquanto “ensinante” e “aprendiz” tenho o entendimento claro e conciso dessas duas palavras, no que tange minha humildade em reconhecer o aprendizado maior do “ensinante” para com o “aprendiz”, aprender com as crianças, aprender naturalmente as coisas como elas são. Na interação de saberes o educador aprende conscientemente e humanamente ele absorve a necessidade de guardar para si tão grandioso aprendizado.




É fantástica a interação entre você já formado e o aluno no lugar onde você já esteve, dinheiro nenhum no mundo paga essa experiência. Da carteira ao quadro, do silêncio a abertura do dialogo, eu acabei me tornando o que eu queria ser, dane-se o sistema eu sou o que sou, e vou transmitir na sala de aula aquilo que acredito fortemente. Temos que mostrar aquilo que somos.


domingo, 3 de agosto de 2014

Meio a meio



Uma
Coisa
É
Certa
Temos
Um
Interesse
Em
Comum
Logo
Nada
Temos
A
Perder
Vamos
Em
Frente
Ao
Invés
De
Brigarmos
Porque
Não
Nós
Amamos?

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

(...)



Preciso ler um poema que fale de uma "infinita highway"

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Agenda poética


Tomar café as sete para começar a tecer o dia.
As oito de bicicleta até a biblioteca municipal multiplicar saberes
Dez e meia ainda na biblioteca lendo Thoreau e imaginando Pessoa
As onze e meia fazer o almoço enquanto Pink Floyd toca a meia altura
Uma hora depois de almoçar apreciar um delicioso vinho, o mais barato
Como de costume aqueles com gosto de simplicidade.
14h tentar escrever um poema vulgar e melancólico ou
um poema solidão depois de chorar meia dúzia de palavras enxutas
As 16h 30min estender no varal o poema pronto para quarar
18h comprar o pão quentinho
19h 30min esquentar a água para o mate de Saché, não sou do sul mas gostaria de o ser.
21h ler o poema do livro de cabeceira dos versos que me enobrecem "meu amanhecer vai ser de noite"
22h continuar a ler o mesmo livro "no fim de tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal: Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro"
23h Saborear outro delicioso vinho enquanto todos dormem tranquilamente
00h assistir algum programa na TV ate o tédio começar a nascer e se estabelecer
2h fechar os olhos para sonhar com o tempo em que a vida seja tão mais
Intensa quanto os versos de Ilíada.



domingo, 13 de abril de 2014

Avenida solidão

De bicicleta corto a avenida Rio de Janeiro de uma ponta a outra. A solidez da madrugada ressoa na linha férrea que separa ida e volta, a cidade inteira parece dormir menos os garis, os bêbados  e as prostitutas desfilando quase nuas enquanto os garis limpam a sujeira que os bêbados vomitam. O sabor doentio da solidão habita o céu da boca e mesmo na noite estrelada meu coração é um mar de pedras, um abismo de saudades, ando assim desatento, um carro freia em cima sigo andando como se nada tivesse acontecido, olhar para traz seria prova do meu descuido com a vida.


Na madrugada a lua me segue, entre a lua e eu existe uma cumplicidade desafiadora, eu habitando-a constantemente. De bicicleta um homem pensa mais do que transpira, o suor que desce de sua testa não é jamais do esforço físico, mas sim dos pensamentos que correm sua extensa memória. O tempo constrói vagarosamente o ser pensante, cada pedalada se torna outro, porque pensa pensamentos distantes, porque ouve o vento dissonante, porque a lua nunca chega. Enquanto não findo a avenida Rio de Janeiro meus pensamentos vão tecendo o suor, enquanto a lua permanece em seu lugar eu sigo a seu encontro que se dará provavelmente no infinito. O tempo me parece com uma prostituta dessas da Rio de Janeiro cheias de desejos para dar e depois sumir para nunca mais.