sexta-feira, 18 de julho de 2014

Agenda poética


Tomar café as sete para começar a tecer o dia.
As oito de bicicleta até a biblioteca municipal multiplicar saberes
Dez e meia ainda na biblioteca lendo Thoreau e imaginando Pessoa
As onze e meia fazer o almoço enquanto Pink Floyd toca a meia altura
Uma hora depois de almoçar apreciar um delicioso vinho, o mais barato
Como de costume aqueles com gosto de simplicidade.
14h tentar escrever um poema vulgar e melancólico ou
um poema solidão depois de chorar meia dúzia de palavras enxutas
As 16h 30min estender no varal o poema pronto para quarar
18h comprar o pão quentinho
19h 30min esquentar a água para o mate de Saché, não sou do sul mas gostaria de o ser.
21h ler o poema do livro de cabeceira dos versos que me enobrecem "meu amanhecer vai ser de noite"
22h continuar a ler o mesmo livro "no fim de tarde, nossa mãe aparecia nos fundos do quintal: Meus filhos, o dia já envelheceu, entrem pra dentro"
23h Saborear outro delicioso vinho enquanto todos dormem tranquilamente
00h assistir algum programa na TV ate o tédio começar a nascer e se estabelecer
2h fechar os olhos para sonhar com o tempo em que a vida seja tão mais
Intensa quanto os versos de Ilíada.



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